Análise – DEAD SPACE 3

  
Bem vindos à (talvez) última parte da “semana Dead Space” no Savepoint! Já tivemos o post de Primeiras Impressões – Dead Space 3, o podcast especial Dead Space 1 e 2, e agora vamos fechar com a análise final do terceiro jogo, que finalizamos durante a semana.
  Dead Space 3 é a continuação da série iniciada em 2008 pela Eletronic Arts, e que tornou-se um

marco no gênero survival horror, por ter ressuscitado um gênero que parecia decadente, ainda mais com os jogos de Resident Evil tornando-se pura ação. Mas já no segundo jogo (Dead Space 2 – 2011), tivemos um indicativo de que a saga de Isaac Clark poderia seguir por caminho semelhante. Se Dead Space 1 usou o ambiente claustrofóbico da USG Ishimura (uma nave dedicada a mineração em outros planetas) para criar o suspense, Dead Space 2 trouxe Isaac falando, e explorando um ambiente maior, num jogo que expandiu a mitologia da série.

  O terceiro jogo propõe um final para a história de Isaac, ainda que temporário, e mais explicações sobre o surgimento dos Markers – artefatos alienígenas que tem o potencial de criar energia infinita, mas também de causar a transformação de humanos em Necromorphs. Além disso, surge a possibilidade de destruir os Markers de vez, quando o grupo formado descobre que um “Codex”, no planeta de Tal Volantis, pode esconder este segredo. 
  Nos primeiros capítulos temos muito mais ação do que em qualquer episódio da série. Mas apesar disto, o jogo não perde a qualidade e a história é contada em um ritmo que mantém o interesse do jogador. 
  As principais diferenças na jogabilidade são os dois espaços para armas, sendo que antes eram quatro, e o novo sistema de evolução das mesmas, sendo possível criar seu arsenal com peças encontradas no cenário. Outra mudança foi o sistema de micro-transações, ou seja, o jogador pode comprar (sim, com “R$ Dilmas”) as peças que faltam para uma determinada arma. Esta é uma tendência no mercado atual de jogos, mas em Dead Space 3 ela não atrapalha o jogo, nem torna-se obrigatória para concluir a história.
  Também conhecemos um “scavenger bot”, um robozinho que deteta áreas com mais peças a serem coletadas, é enviado para juntá-las, e volta para Isaac com a “entrega” em um dos Benchs (onde são feitas as evoluções e novas armas). É uma mecânica interessante, mais voltada para os jogadores que querem adquirir todas armas e roupas, ou as melhores.
  Talvez a maior novidade na jogabilidade seja o modo cooperativo. O interessante é que se você joga sozinho, o personagem Carver aparece apenas em alguma cenas, e às vezes de maneira até misteriosa. Mas quando você reúne um segundo jogador, ele e Isaac seguem juntos por todos os cenários, sendo que a Visceral criou cenas diferentes para cada situação. Realmente um trabalho cuidadoso, mesmo que perca um pouco da imersão… é como ver 2 versões de um filme e ao fim não saber o que realmente aconteceu. Mas tudo isto não mudará o final do jogo, enfim.
  Graficamente, Dead Space 3 não impressiona. Continua tão bonito quanto DS 2, mas não vai muito além. É claro que muitas cenas mais cinematográficas, com quick-time events, servem ao deleite visual, mas nada de inédito no atual cenário dos consoles.
  Por sim, Dead Space 3 é um jogo que faz jus à uma das melhores séries da atual geração, mas não ultrapassa a qualidade atingida em Dead Space 2. Mas com certeza vale a pena ser jogado ao menos uma vez.

  Se você quer conhecer mais o universo de Dead Space, ouça o nosso podcast especial sobre a série!

 Relacionado:
 [VÍDEO] Trailer de Dead Space 3

O NOVO PLAYSTATION – PLAYSTATION 4 (PS4)

   Em um grande evento na noite de ontem, em Nova York, a Sony apresentou o novo PlayStation, que será chamado “Playstation 4” (é isso, nada de Orbis galera).

   
   Vamos à um resumo das novidades!

 1. O sistema: este gráfico resume as especificações técnicas do console. Impressiona o processador com 8Gb de GDDR5, mais que suficiente para rodar qualquer jogo da geração atual. O console ainda terá conexões bluetooth, utilizará o Blu-Ray como mídia física, e a princípio não roda os jogos de PS3, apenas por stream, ou seja, ainda não é hora de vender o PS3.

  2. O controle: O Dualshock 4 possui um painel “touch” semelhante ao painel traseiro do PS Vita, além de um botão de share, que vai permitir transmitir imediatamente suas partidas pela internet, podendo comunicar-se com seus amigos, chamá-los para ajudar numa batalha, enfim, colocando o PlayStation dentro de toda cultura atual de jogadores que transmitem partidas. Ele também vem com uma câmera que pela foto apresentada, parece muito com o Kinect, e deve cumprir funções semelhantes.

  Neste momento foi falado do Remote Play, a tecnologia que permite usar o PS Vita como controle do PS4

  3. Conectividade: No PS4 você poderá transmitir seus jogos ao vivo pela internet, assistir partidas de seus amigos; fazer download de jogos e começar a jogá-los antes que o download termine, e ter um console muito mais customizado conforme os seus gostos. A PSN (atualmente chamada SEN) utlizará um perfil mais baseado no seu perfil real e amigos “reais” (provavelmente ligado ao Facebook).

   4. OS JOGOS! Foram mostrados jogos com excelentes gráficos e sim, alguns momentos de gameplay, ou seja, jogabilidade real de Knack, Drive Club, InFamous: Second Son, Deep Down (título provisório, da Capcom), Killzone: Shadows Fall e outros. Vejam nos vídeos abaixo!

Killzone: Shadows Fall

Knack

Drive Club: jogo de corrida com muitos (eu disse MUITOS) aspectos sociais, como formação de clubes (gangs?), grandes eventos e campeonatos na internet.

InFamou Second Son: novo jogo da série InFamous

The Witness: Novo jogo de Jonathan Blow, criador de Braid. Inicialmente, exclusivo do PS4.

Deep Down (título provisório): novo jogo da Capcom

Destiny – jogo da Bungie (aquela do Halo), um FPS MMO

Watch Dogs (Ubisoft) – também sai para PS3, além do PlayStation 4

E uma surpresa (mas nem tanto): DIABLO 3 será lançado para PS3 e PS4

Comente o que você achou das novidades do Playstation 4!!!

Savepoint Podcast #005 – Especial Dead Space

OOOOLHA O SAVEPOINT CAST AÍ GEEEEENTE!!! Parece que o feriado de Carnaval atrapalha todo mundo, inclusive este podcast! Mas a gente volta acompanhado de Isaac Clark, o engenheiro espacial e assassino de Necromorphs, para o mais especial podcast na história deste site! Vamos com Jonas Esteves (@ctrl.j), Marcus Casagrande, e eu mesmo, João Vicente (@joaovicentec) para relembrar as aventuras Isaac em Dead Space 1 e 2, outros jogos e filmes.

Continue lendo “Savepoint Podcast #005 – Especial Dead Space”

A hora de comprar um PS Vita

 Caros leitores, esta postagem tem como objetivo gerar uma discussão saudável quanto aos aspectos que cercam o atual insucesso do portátil da Sony.
  Quem acompanha o mundo dos jogos sabe que desde seu lançamento, o PS Vita é muito criticado pela ausência de grandes jogos, aquele peso-pesado que pode ser o fator decisivo entre comprar ou não comprar este robusto portátil.
  É notório que a Sony parece ter perdido a mão na hora de divulgar, anunciar e lançar alguns de seus produtos. Mas apesar de todas as críticas, vou tentar analisar a atual sitação do Vita de uma maneira diferente, algo tipo tipo “menos pode ser mais”.
  Em primeiro lugar, talvez o Vita não possua (ainda) um jogo exclusivo da sua franquia favorita, mas com certeza a biblioteca está crescendo. Gravity Rush, exlcusivo, é um excelente jogo de ação / aventura, com elementos de exploração. Utiliza várias funcionalidades do Vita, como a tela sensível ao toque e o acelerômetro para funções que complementam um jogo com bons gráficos e jogabilidade divertida. Uncharted: Golden Abyss recebeu duras críticas, e pode até não equiparar-se aos irmãos maiores, mas com certeza não é um jogo ruim (na verdade até o considero um jogo bom). Escape Plan é um puzzle game muito inteligente e muito divertido, também exclusivo. Considerem também toda a biblioteca de clássicos do PSOne, que ficam excelentes de se jogar no Vita. Também temos o remake de Persona 4, um dos melhores RPGs de sua geração, e outros mais por vir (como Tearaway, da Media Molecule, que pretendo comprar em pré-venda! http://www.youtube.com/watch?v=q_ymaHCBwL0).
  Mas pode ser que mesmo assim, você ainda não veja motivos para comprar o aparelho.

 Então vamos colocar na balança a PSN Plus. Muito usuários parecem ter aversão a pagar por serviços VIP, mas considero a Plus uma excelente opção: durante todo o ano de 2012, a Sony liberou inúmeros jogos GRÁTIS para seu usuários, um projeto que ofereceu aos donos do Vita um pacote de 5 jogos gratuitos lançados de uma vez só: Gravity Rush, Uncharted Golden Abyss, Final Fantasy Tactics (PSP), Jet Set Radio e Wipeout. Isso mesmo, Gravity Rush e Uncharted custam, sozinhos, aproximadamente 70 U$, e no Brasil, R$300,00. Uma assinatura de um ano da Plus custa menos de 10 R$ por mês.
 Atualmente a Sony vende bundles do PS3 e PS Vita com alguns meses grátis de PSN Plus, e quem entrar hoje no clubinho, já vai encontrar uma excelente biblioteca inicial de jogos gratuítos e outros com descontos convidativos (até 80%). Vale lembrar que você precisa manter a assinatura para utilizar os jogos baixados, ou seja, qualquer jogo em promoção ou exclusivo da Plus só funciona quando o usuário possui uma conta ativa da PSN Plus.
 A biblioteca de jogos do Vita está magra sim, mas não desnutrida como muitos anunciam. Este ano será crucial para a Sony, pois se nenhum grande jogo for anunciado, o Vita corre sérios riscos. Mas ainda existem boas franquias a serem exploradas, podendo gerar jogos exclusivos que tenham potencial para vender consoles.
 Com certeza a Sony liberou muitos jogos grátis porque as vendas do console estavam fracas, mas este pode ser exatamente o melhor momento para adquirir o Vita: um portátil que já vem com muitos jogos completos, a maioria bons ou muito bons, e um hardware com enorme portencial. Também penso que a empresa não pretende, por enquanto diminuir significativamente o preço, semelhante ao que a Nintendo fez algumas semanas após lançar o 3DS (aproximadamente U$ 80,00 de redução).
MOMENTO ESPECULAÇÃO: O trailer do jogo The Phantom Pain é obviamente pertencente à série Metal Gear, e o logotipo mostrado escondia o escrito: Metal Gear V. Não, não é Metal Gear Solid 5, pois os jogos da série nunca foram nomeados com algarismos romanos, e sim arábicos. o “V” em questão é a letra V, de Vita.

Dead Space 3 – Primeiras Impressões

Estamos de volta com a coluna “Primeiras Impressões”, cujo objetivo é comentar jogos novos que nós AINDA não terminamos. O que não significa que não vamos terminar, principalmente nos caso de uma série tão boa quanto Dead Space!
 O lançamento de Dead Space 3 foi muito aguardado, e repleto de materiais na mídia, o que também preocupou aos fãs da série. Pois a divulgação fez parecer que este jogo perderia o elemento de suspense / terror da série, trazendo uma jogabilidade voltada para ação, mais parecido com Uncharted do que DS 1 ou 2.

  Pois é quase o que acontece; mas ainda não se desespere! Dead Space 3 começa com um prólogo, onde você controla um agente do EarthGov tentando recuperar um artefato chamado Codex (clara referência ao objeto da mitologia apresentada no livro “O Código da Vinci”), e este serviria para impedir a criação de um Marker.
  Logo depois, passamos ao conhecido Isaac Clarke, que está numa situação à la Max Payne: abandonado, triste, com uma garrafa de bebida em cima da mesa, e uma foto da ex-namorada, Ellie. Isso, EX-namorada mesmo, com foto rasgada ao meio e tudo. Elli descobre que o planeta de Tol Volatis pode esconder o segredo para a destruição dos Markers e o fim da loucura Unitologista, e eles precisam de Isaac para esta missão (tipo… óbvio…).
  Dead Space 3 mantém a jogabilidade de outros jogos da série, com a adição de um modo cooperativo – semelhante a Resident Evil 5 e 6 – uma mudança no sistema de upgrade de armas e armaduras, onde agora o jogador pode construir suas armas, e também roupas com diferentes propriedades, como suportar melhor ambientes hostis em determinados planetas, ou a radiação presente no espaço.
 Os primeiros 4 capítulos são recheados de ação, sobrando pouco espaço para o suspense que víamos no corredores apertados da Ishimura, ou na escuridão e silêncio do Sprawl. Isto não significa ainda que o jogo será um thriller de ação, mas talvez a preocupação de alguns fàs tenha fundamento.
 Mesmo assim, o jogo mantém-se muito interessante, com uma história que gera curiosidade e vontade de prosseguir, além de gráficos excelentes (mais uma vez) e uma jogabilidade sem quaisquer defeitos até o momento.
 Fiquem ligados aqui no Savepoint para mais material relacionado à Dead Space!!!