Animal Crossing: New Leaf – Análise

– Oi, meu nome é Kétlin, tenho 29 anos  e 115 horas de Animal Crossing: New Leaf.
– Eu tenho controle sobre o meu vício e paro quando quiser!

Após refletir alguns minutos, concluí ser essa melhor forma de introduzir o presente texto e vale destacar que foram 115 maravilhosas horas despendidas no Animal Crossing: New Leaf nesses últimos dois meses.
Aos leitores que desconhecem esse jogo, Animal Crossing: New Leaf trata-se de um game onde crianças, sozinhas, vivem numa cidade repleta de animais falantes e na qual são obrigadas a assumir um grande encargo público:  Tornarem-se prefeitas (contra a própria vontade). Após empossadas no cargo, as crianças-prefeitas optam pelos interesses que devem predominar durante o seu mandato: O pessoal (através da ampliação da sua casa) ou o interesse da coletividade (através da construção de obras públicas).
Algum leitor ainda acredita tratar-se de um jogo infantil ou bobinho?
A série Animal Crossing existe desde 2001, quando foi lançada no Japão para N64. Após, o título atingiu os Estados Unidos para Gamecube, DS, Wii e 3DS, resultando numa quadrilogia cujo último título é Animal Crossing: New Leaf.
De forma bem simplificada, trata-se de um game de simulação no qual você coleciona itens e amplia as suas posses, sendo sub-classificado pela Nintendo como um jogo de comunicação (seja lá o que isso signifique).
Animal Crossing: New Leaf também foi conhecido como o jogo que infernizou a vida dos professores japoneses, porque os pequenos samurais simplesmente ignoravam qualquer forma de aprendizado senão aquele repassado pela Isabelle (a secretaria do prefeito, no game). Resumindo: A criançada preferia jogar à prestar atenção na aula. Eu também preferiria. Os DSs e o 3DSs foram proibidos nas escolas japonesas. =(
Mas vamos tratar da minha experiência nesse (maravilhoso) game. Sim, este texto é tendencioso.
Eu ganhei o Animal Grossing: New Leaf do savepointerJoão, em meados do mês de julho e ele, invejoso do presente dado, adquiriu a versão digital, duas semanas após.
Sim, é ótimo jogar Animal Grossing: New Leaf  em grupo. Você troca itens, frutas, visita a cidade do amigo, inveja as suas aquisições, obras, casa e jardins. Mas se o/a seu/sua cônjuge, amante ou amigo/a não gosta do game, não se desespere, porque o jogo possui um sistema online, no qual você consegue entrar em cidades  de prefeitos desconhecidos, desde que possua os friend codes dos jogadores, os quais podem ser obtidos no incrível mundo da internet, em alguns fóruns.
No início do game, o seu personagem encontra-se na cabine de um trem,  que aporta aleatoriamente numa cidade (a minha se chama Pandora). Os moradores dessa cidade estão aguardando a chegada do prefeito e presumem que é você. Mas tudo não passa de um enorme engano, o qual não pode ser desfeito. Resumindo: Você assume a sua cadeira na prefeitura, numa cidade estranha, com animais falantes e se quer questiona isso. Você está sempre sorrindo. Você não é normal.
(Até hoje eu me questiono a respeito do destino do real prefeito. O quê terá acontecido com ele?).
Após a chegada na cidade, você precisa comprar um terreno para construir a sua casa. O terreno, a casa e todos os demais upgrades são adquiridos no Nooks Homes, do Tom Nook, um esquilo empreiteiro (e bem careiro.) Finalizada a construção, você precisa quitar uma espécie de financiamento atrelado à respectiva obra. Então, o jeito é trabalhar para conseguir dinheiro, porque os próximos upgradessomente são liberados com o pagamento integral do loan.
Junto ao Nooks Homes, surge o Lyle (um castor espião), do Happy Home Academy, responsável por pontuar e premiar as combinações utilizadas na decoração interior da sua casa.
Vamos abrir um parênteses: Aí foi o momento em que eu percebi o quão esse game representa vida  real (sério).
A minha casa (no jogo) é uma bagunça. O meu guarda roupa (no jogo) é uma bagunça. Seria isso um reflexo da minha vida real? É bem possível que sim (percebem que eu estou divagando para não me entregar). A casa do João, por sua vez, é super bem planejada e decorada, com projetos para um banheiro,  cozinha e um quartinho da Nintendo!!! O guarda-roupa do João é impecavelmente divido em roupas, demais acessórios e móveis. E isso é o que se espera de uma pessoa que separa as meias em pares, em forma de bolinha.
Meu armário (acima); armário do João (abaixo, organizado).
 
Parênteses fechado, vamos voltar ao contexto original.
 
Após ultrapassar os trâmites da aquisição da sua moradia, você assume a prefeitura e passa por um período de estágio probatório, no qual terá que agradar os moradores (animais falantes) por meio de uma série de atividades: Reciclar o lixo encontrado no rio, lagos e mar; extrair ervas daninhas, escrever cartas, recados no mural etc etc etc.
Findo o período probatório, você assume efetivamente a prefeitura pode fazer obras públicas e/ou instituir ordinances (equivalentes a decretos municipais).
As obras públicas são melhorias (algumas bem bizarras) que visam facilitar a vida dos moradores e embelezar a cidade. O objetivo é construir obras suficientes para deixar os moradores felizes, porque se você não o fizer, o comitê dos “cidadãos animais falantes” o avaliará negativamente e informará que a cidade está subdesenvolvida.
Confesso que quando me deparei com as ordinances, desconhecia o seu funcionamento e logo pensei: “Ah, vou instituir um tributo para que os moradores me auxiliem a angariar recursos para as obras públicas!” (hahahahahahahahahahaha). Não, não é assim.
Mais uma obra em benefício dos cidadãos pandorenses.
As obras públicas saem do seu bolso. Vou repetir: DO SEU BOLSO, SR. PREFEITO.  E você precisa suar camisa pra conseguir a grana. Quais são as formas de trabalho no Animal Crossing? Colher frutas (a mais clássica e inicial), colher flores (mas não é recomendado, porque os moradores reclamam), pescar e capturar insetos. Ao balançar as árvores ou quebrar pedras, você também pode conseguir um troquinho.
Depois de obter o material do seu trabalho (frutas, insetos, peixes), ele pode ser vendido em dois locais: Na Retail Store (paga bem) ou na Nookling Store (paga mal, mas tem vários itens bacanas para a sua casa).
Insetos, peixes, obras de arte e fóssil também devem ser doados para o museu, sendo que as doações permitem alguns upgrades ao longo do jogo.
No mais, a cidade possui uma série de outras lojas e atrativos bacanas: Uma floricultura, uma confecção, uma sapataria, um salão de beleza, uma casa noturna (Club LOL), um posto do correio/banco, uma casa de sono/sonhos, uma cafeteria, uma delegacia etc.,  todos com horários de funcionamento diversos (sim, as lojas tem horários bem específicos).
Relax! =)
 
 
Eu poderia tratar de uma série de outros aspectos do jogo, mas passaríamos horas divagando no infinito mundo de Animal Crossing: New Leaf e esse não é o nosso objetivo.
A breve visão ora apresentada demonstra que o jogo reflete em dois objetivos principais: a) O gamer deve tornar a cidade um local desenvolvido; b) O gamer deve obter a pontuação máxima pelos atributos da sua casa, conforme previsto nas regras da Happy Home Academy.
 
 
Vale destacar, ainda, a trilha sonora do jogo, extremamente bem elaborada. As músicas são lindas e remetem a um certo saudosismo da infância.
Você está estressado, de mal com a vida? Ligue a jogo e escute a música. Pronto, o mundo adquirirá novas cores. É um antidepressivo instantâneo!
 
Então, amigos gamers,  espero tê-los convencido do quão intrigante e divertido é o Animal Crossing: New Leaf! E aí, vamos trocar friend-codes? =)

Trailer: http://zip.net/bwkRtM
Trilha sonora (tinha que ser japonês): http://zip.net/bqk0wS
Existe um filme, sabia? (tinha que ser japonês): http://zip.net/bwkZMY

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