Assassin´s Creed Syndicate – ANÁLISE

novembro 23, 2015
Categoria: Análise
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Assassin´s Creed Syndicate – ANÁLISE

                                                                                                                                                                                                                                      – Por Kétlin

Em 2014 a Ubisoft se envolveu numa grande polêmica originada pela infeliz justificativa para não ter uma assassina no co-op de Assassin’s Creed Unity. Passado um ano, a empresa refez seus conceitos e introduziu, em Assassin´s Creed Syndicate, uma protagonista, a jovem Evie Frye.

 Meu background de Assassin´s Creed é zero e foi a mudança de paradigma adotada pela Ubisoft que me motivou a adquirir o nono jogo da franquia, apesar do preço nada amigável. Posso afirmar que Syndicate foi me conquistando aos poucos. A história é fraca, mas bem ambientada e as quests são divertidas.

Irmãos Frye

Irmãos Frye

 O game é protagonizado por dois assassinos gêmeos, Evie e Jacob Frye, os quais perderam o pai, também assassino, pouco tempo antes de se mudarem para Londres. Evie incorpora uma assassina centrada na busca pelas peças do Éden. Segue o estereótipo de mulher responsável e focada em seguir os passos do pai. Jacob, por sua vez, é indisciplinado e se preocupa mais em controlar as gangues locais do que acompanhar os ideais da classe assassina.

 Apesar das evidentes diferenças de personalidade dos protagonistas, não se iluda na expectativa de um jogo repleto de intrigas e momentos de tensão. A história segue um clima “sessão da tarde”, ou seja, mesmo quando há uma suposta tensão, os personagens reagem de forma divertida e amena.

 Também não espere por diálogos incríveis ou um relacionamento profundo entre os personagens. A conexão entre protagonistas e npcs é extremamente superficial. E eu tomo como exemplo os primeiros minutos do jogo, quando Jacob e Evie se mostram fatigados com as táticas de luta adotadas por seus superiores e rumam em direção a Londres, para libertar a cidade dos templários. A cena soou tão bobinha, que os protagonistas parecem dois adolescentes desobedecendo à ordem dos seus pais.

 Mas vale ressalvar que é a partir daí que começa a diversão, pois o jogo se ambienta em Londres, considerada o “centro do mundo” e tomada pelos templários.

 E quem comanda os templários ingleses é o vilão Crawford Starrick, que domina toda a cidade, incluindo o banco de Londres, os meios de transporte e as gangues. As main-quests estão vinculadas a personagens ligados a Starrick. O jogador terá que eliminá-los para alcançar o chefão e isso inclui o seu ingresso em locais de difícil acesso, como o Manicômio de Lambeth, o Banco e Teatro da Capital e o Palácio de Buckingham. Minha quest favorita é a do Manicômio.

 Crawford Starrick

Crawford Starrick

 As quests secundárias são focadas nas conquistas de território. Londres é dominada por uma gangue conhecida por Blighters [comandada (in)diretamente pelos templários] e que divide o território da cidade em  bairros, administrados por sub-líderes. Em cada território o jogador realiza missões de libertação de crianças das fábricas, caçada de recompensa e destruição de base dos templários. Apesar de repetitivas, as missões são bem divertidas e rendem pontos de afinidade com alguns dos seus companheiros, que resultam em itens e materiais preciosos.

 Com a conquista do território, o jogador substitui os Blighters pelos Rooks, gangue comandada pelos irmãos Jacob e Evie. E o bacana é que os Rooks possuem um sistema de upgrade próprio, assim, o jogador poderá melhorar a sua gangue e piorar a adversária, o que facilitará o seu transcurso nas perigosas ruas londrinas.

 O jogo também introduz personagens famosos, como Darwin, Karl Marx, Gran Bell e Florence Nightingale e a função do jogador é os auxiliar nas suas diversas pretensões, que passam pela liberdade de imprensa, luta pelos direitos dos trabalhadores e obtenção de medicamentos para a cura de enfermos.

 No mais, a forma como o jogo descreve a Revolução Industrial parece muito com o que consta nos livros de história, com fábricas sem segurança, cheias de capangas e repletas de trabalho infantil, além de bairros industriais paupérrimos e habitados por moradores desolados.

 Um ponto ainda não mencionado e que merece algumas linhas é o sistema de upgrade dos protagonistas, o qual gera habilidades finais únicas para Evie e Jacob. Ela, por exemplo, ficará invisível e ele ganhará maior precisão nos tiros. O jogador completará facilmente toda a árvore de habilidades e quem ama furtividade se deliciará com o “manto da invisibilidade” de Evie.

 Quanto aos tão famosos bugs, o jogo está bem limpo. O jogador se deparará com poucos imbróglios e que não o irritarão em demasia. Fica a dica para a Ubisoft acabar com as missões de perseguição, as quais, sem sombra de duvida, são as mais problemáticas.

 Da nossa análise, extraímos que o jogo possui uma série de qualidades, alguns defeitos bem pontuais e que é consideravelmente melhor que o seu antecessor. Para aqueles que gostam de diversão e não se importam com a perfeição da história, Assassin´s Creed Syndicate certamente renderá boas horas de jogatina. Apenas recomendo que jogador procure alguma promoção, porque o game não vale o preço de prateleira.

Aos curiosos, fica o trailer:

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João Vicente

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1 comentrio

  1. 011joao
    Reply

    Gostei muito do review!
    Tb achei o jogo bem divertido, só acho que estou um pouca cansado da formula padrão da Ubisoft, mas isto é consequência dos lançamentos anuais.
    Mesmo assim, a fórmula do AC foi bem aprimorada ao longo dos anos, e hoje todos os sistemas apresentados no jogo parecem mais naturais, e funcionam melhor em conjunto, evitando assim uma sequencia de side quests que muitas vezes não parecia fazer parte do universo proposto.
    Eu falei sobre o jogo no The Another Savepoint Show, junto com os chapas do Another Castle, neste link:
    Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=Hyjb8XI5Kms
    Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=Z6yk2LqQzzI

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