Thomas Was Alone – Análise

Antes de começar a leitura, inicie o vídeo abaixo, e escute a música enquanto lê.

 – Thomas é um rapaz de meia altura, nem forte, nem fraco; mas muito determinado. 
 – Chris me parece um pouco cínico… é baixo, e fisicamente parece fraco. Não consigo ler suas intenções…
 – James é diferente. De tudo, de todos; ele parece estar sempre na direção contrária. Mas sem ele, não seria possível prosseguir na jornada.
 
  Como eu conheci essas pessoas, e tantos detalhes de sua personalidade? Em um jogo de videogame.


  Admito que estou cada vez mais impressionado com a maneira que jogos transformaram-se em experiências tão intensas e marcantes. 
  Comprei Thomas Was Alone em uma promoção da PSN (ou foi grátis? não lembro), transferi o título para o portátil Vita e o deixei ali, esperando um tempo. Depois de alguns dias, resolvi “testar” – aquela jogada de 10 minutos, pra ver qual é a jogabilidade, e quando você volta depois de semanas, esqueceu os detalhes do começo. Passei algumas fases, e como já tinha ouvido falar, captei a premissa básica de Thomas Was Alone.
  Um inteligência artificial (IA), de nome Thomas, torna-se consciente, e começa a deliberar sobre sua existência naquela mundo dos bytes e programas. Ele é curioso, e determinado, e pode pular um pouco. Vejam uma foto dele:
 
 
 
  Mas é um retângulo! você diz. Sim, um figura geométrica simples, com uma cor, pulando pelo cenário. Mas ele possui um nome, assim como eu você; vamos ouvir sua história. Durante sua jornada, Thomas encontra outra IA, Chris. que parece ser cínico, e além disso pula pouco. 
  Neste ponto, eu já estava muito curioso para saber o que aconteceria com o pequeno Thomas, e como ele e Chris iriam interagir: apesar das diferenças, apenas colaborando entre si, e unindo suas habilidades, eles podiam avançar em direção à.. sabe-se o que!
  Voltei ao jogo, desta vez para terminar, e descobri um universo incrível.
  Outros juntam-se à Thomas, como Claire, Laura, e James (que sofreu bullying por ser diferente e desafiar a gravidade, ao “cair” para cima). Cada um deles pula e comporta-se de maneira diferente, possui seus medos, angústias, percepções e paixões.
  Mike Bithell (@mikeBithell), o criador de TWA, iniciou o projeto durante um “game-jam” de 24 horas; posteriormente publicou sua obra no Kongregate, e então produziu a versão final, criando a história de cada personagem, o enredo principal, e adicionando 2 elementos de destaque: narração, e música.
  Danny Wallace foi o escolhido para narrar – e também serviu de inspiração para o humor do jogo – e saibam que ele também dublou o Shaun de Assassin’s Creed (chato…). A música ficou a cargo de David Hosden, e a você pode ouvi-la aqui. A trilha sonora é o complemento perfeito para mergulhar na história de cada um dos companheiros de Thomas, e sua jornada rumo ao desconhecido.



  A jogabilidade é de um plataforma 2-D, com adição progressiva e bem dosada de novos elementos, e sem picos de dificuldade que assistem o jogador. Até achei que o jogo chega a ser fácil, mas de uma maneira positiva, pois sempre estamos avançando em rumo a novos eventos na história.

  Thomas Was Alone é uma experiência incrível, mostrando a capacidade que a mídia dos videogames pode oferecer. Demonstra, com elementos já conhecidos, que todas as pessoas possuem sua força, e suas fraquezas, e apenas unidas podem ultrapassar obstáculos.Traz a nostalgia de gráficos que remetem ao Atari, e utiliza com excelência os recursos de som e imagem necessários para transmitir acontecimentos e, principalmente, sentimentos. Definitivamente, recomendado!

 [VIDEO] Trailer do jogo


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